Dimensionamento por capacidade (AISC)
O dimensionamento por capacidade é uma parte da verificação sísmica e garante que a ligação possui capacidade de deformação suficiente.
O objetivo do dimensionamento por capacidade é confirmar que um edifício apresenta um comportamento dúctil controlado, de forma a evitar o colapso perante um sismo de nível de projeto. Espera-se que a rótula plástica apareça no elemento dissipativo, e todos os elementos não dissipativos da ligação devem ser capazes de transferir com segurança as forças resultantes da cedência no elemento dissipativo. O elemento dissipativo é geralmente uma viga num pórtico resistente a momentos, mas pode também ser, por exemplo, uma placa de extremidade. O fator de segurança não é utilizado para os elementos dissipativos. Dois fatores são atribuídos à resistência de cedência do elemento dissipativo:
- Ry – rácio entre a resistência de cedência provável e a mínima – AISC 341-16 – Tabela A3.1; editável nos materiais
- \( C_{pr}=\frac{F_y+F_u}{2\bullet F_y} \le 1.2 \) – fator de endurecimento por deformação
A resistência última do elemento dissipativo é aumentada pelo fator Rt – rácio entre a resistência à tração provável e a mínima – AISC 341-16 – Tabela A3.1; editável nos materiais
O diagrama de material é modificado de acordo com a figura seguinte:
O aumento da resistência do elemento dissipativo permite a introdução de cargas que provocam o aparecimento da rótula plástica no elemento dissipativo. No caso de um pórtico resistente a momentos com a viga como elemento dissipativo, a viga deve ser carregada por My = CprRyFyZpl,y e pela força de corte correspondente Vz = –2 My / Lh, onde:
- Fy – resistência de cedência característica
- Zpl,y – módulo de secção plástico
- Lh – distância entre rótulas plásticas na viga
No caso de uma ligação assimétrica, a viga deve ser carregada tanto por momentos fletores positivos como negativos e pelas respetivas forças de corte correspondentes.
As chapas dos elementos dissipativos são excluídas da verificação normativa.