Parafusos
A rigidez inicial e a resistência de cálculo dos parafusos ao corte são modeladas em CBFEM de acordo com as Cl. 3.6 e 6.3.2 da EN 1993-1-8. A mola que representa o apoio e a tração tem um comportamento força-deformação bilinear com rigidez inicial e resistência de cálculo de acordo com as Cl. 3.6 e 6.3.2 da EN 1993-1-8.
Resistência de cálculo à tração do parafuso (EN 1993-1-8 – Tabela 3.4):
Resistência de cálculo ao punçoamento da cabeça do parafuso ou da porca (EN 1993-1-8 – Tabela 3.4):
Resistência de cálculo ao corte por plano de corte (EN 1993-1-8 – Tabela 3.4):
A resistência de cálculo ao corte pode ser multiplicada pelo fator de redução βp se existirem enchimentos (EN 1993-1-8 – Cl. 3.6.1. (12)), e esta opção estiver selecionada na configuração normativa.
Resistência de cálculo ao esmagamento da chapa (EN 1993-1-8 – Tabela 3.4):
para furos normais
para furos oblongos
Utilização à tração [%]:
Utilização ao corte [%]:
Interação corte e tração [%]:
onde:
- As – área de tensão de tração do parafuso
- fub – resistência última à tração do parafuso
- dm – média das dimensões entre vértices e entre faces da cabeça do parafuso ou da porca, tomando o menor valor
- d – diâmetro do parafuso
- tp – espessura da chapa sob a cabeça do parafuso/porca
- fu – resistência última do aço
- αv = 0.6 para classes 4.6, 5.6, 8.8 e 0.5 para classes 4.8, 5.8, 6.8, 10.9
- – fator da Tabela 3.4
- se a verificação ao esmagamento com estiver desativada na configuração normativa; se a verificação estiver ativada, o valor de αb é determinado de acordo com EN 1993-1-8 – Tabela 3.4:
- e1, e2 – distâncias às extremidades na direção da carga e perpendicularmente à carga
- p1, p2 – espaçamentos entre parafusos na direção da carga e perpendicularmente à carga
- Ft,Ed – força de tração de cálculo no parafuso
- Fv,Ed – força de corte de cálculo no parafuso
- γM2 – coeficiente de segurança (EN 1993-1-8 – Tabela 2.1; editável na configuração normativa)

As distâncias às extremidades utilizadas para a resistência ao esmagamento dos parafusos devem ser relevantes para geometrias gerais de chapas, chapas com aberturas, recortes, etc.
O algoritmo lê a direção real do vetor da força de corte resultante num dado parafuso e calcula as distâncias necessárias para a verificação ao esmagamento.
As distâncias de extremidade (e1) e de bordo (e2) são determinadas dividindo o contorno da chapa em três segmentos. O "segmento de extremidade" é indicado por um intervalo de 60° na direção do vetor de força. Os "segmentos de bordo" são definidos por dois intervalos de 65° perpendiculares ao vetor de força. A menor distância entre um parafuso e um bordo no segmento relevante é então tomada como distância de extremidade ou de bordo.
O algoritmo avalia todas as chapas ligadas pelo parafuso — as chapas de ligação (por exemplo, uma chapa de emenda), as chapas do elemento (por exemplo, um banzo superior) — e é utilizada a menor distância.

Os espaçamentos entre furos de parafusos (p1; p2) são determinados ampliando virtualmente os furos de parafusos circundantes em metade do seu diâmetro e traçando duas linhas na direção e perpendicularmente ao vetor da força de corte. Quando estas linhas intersectam furos de parafusos virtualmente ampliados, as distâncias a esses parafusos são consideradas como p1 e p2 no cálculo.
Se as linhas não intersectarem o parafuso visualmente mais próximo (mesmo que a linha passe perto do parafuso), esse parafuso é ignorado. Se as linhas não intersectarem nenhum parafuso, é utilizado um valor infinito.

Parafusos que ligam chapas de paredes finas
Para parafusos que ligam chapas com espessura inferior a 3 mm, são utilizadas as disposições da EN 1993-1-3, Tabela 8.4.
Resistência ao esmagamento:
onde:
- para 0.75 mm 1.25 mm; para mm
- – resistência última da chapa ligada
- – diâmetro do parafuso
- – espessura da chapa ligada
- – coeficiente de segurança parcial para ligações, editável na configuração normativa; por defeito
A resistência ao corte, a resistência à tração, a interação entre tração e corte, e a resistência ao punçoamento são determinadas de acordo com a EN 1993-1-8 — da mesma forma que para parafusos que ligam chapas com espessura superior a 3 mm.
Domínio de validade:
Dimensão mínima do parafuso: M6 – verificado como mm
Classes de resistência dos parafusos: 4.6 – 10.9 – verificado como MPa
Os parafusos serão assinalados como não verificados se estiverem fora do domínio de validade.
Parafusos pré-esforçados
Resistência de cálculo ao deslizamento por parafuso de classe 8.8 ou 10.9 (EN 1993-1-8, Cl. 3.9 – Equação 3.8):
A força de pré-esforço (EN 1993-1-8 – Equação 3.7)
Fp,C = 0.7 fub As
O fator da força de pré-esforço 0.7 pode ser modificado na configuração normativa.
Utilização [%]:
onde:
- As – área de tensão de tração do parafuso
- fub – resistência última à tração
- ks – coeficiente (EN 1993-1-8 – Tabela 3.6; ks = 1 para furos redondos normais, ks = 0.63 para furos oblongos)
- μ – fator de deslizamento editável na configuração normativa (EN 1993-1-8 – Tabela 3.7)
- n – número de superfícies de atrito. A verificação é calculada separadamente para cada superfície de atrito
- γM3 – coeficiente de segurança (EN 1993-1-8 – Tabela 2.1; editável na configuração normativa – os valores recomendados são 1.25 para o estado limite último e 1.1 para o estado limite de utilização)
- V – força de corte de cálculo no parafuso
- Ft,Ed – força de tração de cálculo no parafuso
Se o deslizamento dos parafusos pré-esforçados for verificado para o estado limite de utilização, estes devem ser posteriormente alterados para "esmagamento – interação tração/corte" e verificados para o estado limite último.
Dimensionamento ao fogo
Assume-se que os parafusos pré-esforçados deslizam, pelo que as verificações dos parafusos de esmagamento e dos parafusos pré-esforçados são iguais.
As verificações à temperatura de incêndio e à temperatura ambiente são ambas realizadas e o mínimo é selecionado como resistência de cálculo à carga.
A temperaturas elevadas, os parafusos são verificados de acordo com a EN 1993-1-2, Anexo D. Note-se que a área reduzida pela rosca é sempre utilizada na verificação ao corte de acordo com D1.1.1.
Pormenorização
As verificações de pormenorização dos parafusos são realizadas se a opção estiver selecionada na configuração normativa. São verificadas as dimensões do centro do parafuso às extremidades da chapa e entre parafusos. A distância ao bordo e = 1.2 e o espaçamento entre parafusos p = 2.2 são recomendados na Tabela 3.3 da EN 1993-1-8. O utilizador pode modificar ambos os valores na configuração normativa.
É verificada a espessura mínima das chapas ligadas por parafusos. A espessura da chapa deve ser superior a 0.75 mm de acordo com a EN 1993-1-3 – Tabela 8.4.
É emitida informação caso os requisitos de ductilidade e capacidade de rotação para ligações aparafusadas à tração de acordo com a EN 1993-1-8 – 6.4.2 não sejam satisfeitos. Se o parafuso estiver predominantemente sujeito a tração, a chapa ligada mais fina deve satisfazer:
As dimensões padrão dos conjuntos de parafusos são de acordo com a EN ISO 4014 – Cabeças de parafusos hexagonais, EN ISO 4032 – Porcas hexagonais normais, e EN ISO 7089 – Anilhas planas – Série normal – Grau de produto A.
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