As ligações devem ser projetadas para transmitir a força de tração gerada pelos efeitos de segunda ordem – o pilar é removido e o pavimento atua como uma membrana.
Apoios
Apenas um elemento é analisado e todos os outros elementos estão fixos nas suas extremidades. Apenas a força normal deve ser aplicada ao elemento analisado, pelo que o seu tipo de modelo é definido como N-Vy-Vz (momentos fletores e torção são restringidos).
Carregamento
A força normal que atua no elemento analisado deve ser determinada de acordo com EN 1993-1-7, Cl. A.5.1:
Para amarrações interiores:
\[T_i=0.8(g_k+\psi q_k) s L \ge 75 \textrm{ kN} \]
Para amarrações de perímetro:
\[T_p=0.4(g_k+\psi q_k) s L \ge 75 \textrm{ kN} \]
onde:
- \(g_k\) – ação permanente característica
- \(q_k\) – ação variável característica
- \(s\) – espaçamento das amarrações
- \(L\) – vão da amarração
- \(\psi\) – fator relevante na expressão para a combinação de efeitos de ações para a situação de projeto acidental (i.e. \(\psi_1\) ou \(\psi_2\) de acordo com a expressão (6.11b) da EN 1990).
Modelo de material e verificações
De acordo com SCI P358: Joints in steel construction: Simple Joints to Eurocode 3 – Apêndice A, é introduzido o coeficiente parcial de segurança para a amarração horizontal, \(\gamma_{Mu}\) com valor predefinido de 1,1, editável na configuração normativa. Este coeficiente de segurança é utilizado para chapas, parafusos e soldaduras na análise de amarração horizontal.
São esperadas cargas e deformações extremas e o dimensionamento das chapas baseia-se na resistência última das chapas, \(f_u\). Por este motivo, o modelo de material para a análise por elementos finitos comporta-se elasticamente até \(f_u / \gamma_{Mu}\). O declive do ramo plástico é o módulo de elasticidade de Young \(E/1000\). A verificação é realizada para um limite de deformação plástica de 5%.
As resistências dos parafusos e soldaduras são calculadas com \(\gamma_{Mu}\) em vez de \(\gamma_{M2}\). Utilizando os valores predefinidos dos coeficientes parciais de segurança, as resistências de cálculo são superiores em cerca de 14% relativamente ao estado limite último.
Assume-se que os parafusos pré-esforçados deslizam e são verificados como parafusos comuns, apertados sem pré-esforço.
Referências
EN 1993-1-7: Eurocode 1 – Ações em estruturas – Parte 1-7: Ações gerais – Ações acidentais, CEN, 2006.
SCI P358: Joints in steel construction: Simple Joints to Eurocode 3