Descrição
Este estudo é dedicado à verificação do método dos elementos finitos baseado em componentes (CBFEM) para a resistência da ligação com placa de extremidade com quatro parafusos em fila, comparando com um modelo analítico (AM) e um modelo de elementos finitos orientado para investigação (ROFEM) validado experimentalmente.
Modelo analítico
A resistência dos parafusos ao corte e à tração e a resistência da chapa ao esmagamento e à punçoamento são calculadas de acordo com o Tab. 3.4, Capítulo 3.6.1 da EN 1993-1-8:2006. O T-stub equivalente em tração, de acordo com o Capítulo 6.2.4, foi modificado por Jaspart et al. (2010), ver Fig. 5.7.1 e Tab. 5.7.1.
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.1 Modos de rotura do T-stub com quatro parafusos em fila: modo 1 (esquerda), modo 2 (centro), modo 3 (direita)}}}\]
Tab. 5.7.1 Modos de rotura do T-stub com quatro parafusos em fila (Jaspart et al. 2010)
Na Tab 5.7.1, 𝐹t,Rd é a resistência à tração do parafuso, 𝑒w=𝑑w/4, 𝑑w é o diâmetro da anilha, ou a largura entre pontas da cabeça do parafuso ou da porca, conforme aplicável, 𝑚, 𝑛=𝑒1+𝑒2;𝑛≤1.25𝑚, 𝑛1=𝑒1, 𝑛2=𝑒2;𝑛2≤1,25𝑚+𝑛1 ver Fig. 5.8.2, 𝑀pl,1,Rd=0.25𝑙eff,1𝑡f2𝑓y/𝛾M0, 𝑀pl,2,Rd=0.25𝑙eff,2𝑡f2𝑓y/𝛾M0, 𝑙eff é o comprimento efetivo, 𝑡f é a espessura do banzo, e 𝑓y é a tensão de cedência, ver Fig. 5.7.2.
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.2 Geometria do T-stub com quatro parafusos em fila}}}\]
Validação e verificação da resistência
As resistências de cálculo obtidas pelo CBFEM foram comparadas com os resultados do modelo analítico (Zakouřil, 2019) e com experimentos com modelo de elementos finitos orientado para investigação (Samaan et al. 2017), ver Fig. 5.7.3. Os resultados estão resumidos na Fig. 5.7.4. Foi utilizado parafuso de classe 8.8 e aço de grau S450. As tensões de cedência e de rotura correspondem de perto aos valores experimentais, por exemplo, a tensão de cedência do parafuso é 600 MPa e a tensão de rotura do parafuso é 800 MPa.
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Placa de extremidade estendida não enrijecida designada ENS}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Placa de extremidade nivelada designada F}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Placa de extremidade estendida enrijecida designada EX}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.3 Provetes ensaiados}}}\]
A resistência ao momento fletor determinada pelo CBFEM situa-se geralmente entre as resistências determinadas pelo método das componentes e experimentalmente. A Tabela 5.7.2 apresenta a comparação entre as resistências obtidas pelo MC, CBFEM, ROFEM e experimentalmente para os provetes com espessuras de placa de extremidade de 20 mm e 32 mm. Tanto o método das componentes como o CBFEM subestimam a resistência do provete com placa de extremidade nivelada.
Tab. 5.7.2 Comparação entre MC, ROFEM, CBFEM e Ensaio experimental
A Tabela 5.7.3 e a Fig. 5.7.4 mostram a verificação do CBFEM face ao MC para modelos ENS com diferentes espessuras de placa de extremidade, diâmetros de parafuso e alturas de viga
Tab. 5.7.3 Verificação CBFEM face ao MC ENS
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.4 Verificação do CBFEM face ao MC}}}\]
Os resultados dos estudos de sensibilidade estão resumidos nos gráficos das Fig. 5.7.5, Fig. 5.7.6, Fig. 5.7.7
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.5 Estudo de sensibilidade para a espessura da chapa}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.6 Estudo de sensibilidade para o diâmetro do parafuso}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.7 Estudo de sensibilidade para a altura da viga}}}\]
A Tabela 5.7.4 e a Fig. 5.7.8 mostram a verificação do CBFEM face ao MC para modelos F com diferentes espessuras de placa de extremidade e diâmetros de parafuso
Tab. 5.7.4 Verificação CBFEM face ao MC F
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.8 Verificação do CBFEM face ao MC}}}\]
Os resultados dos estudos de sensibilidade estão resumidos nos gráficos das Fig. 5.7.9 e 5.7.10
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.9 Estudo de sensibilidade para a espessura da chapa}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.10 Estudo de sensibilidade para o diâmetro do parafuso}}}\]
A Tabela 5.7.5 e a Fig. 5.7.11 mostram a verificação do CBFEM face ao MC para modelos F com diferentes espessuras de placa de extremidade e diâmetros de parafuso
Tab. 5.7.5 Verificação CBFEM face ao MC EX
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.11 Verificação do CBFEM face ao MC}}}\]
Os resultados dos estudos de sensibilidade estão resumidos nos gráficos das Fig. 5.7.12 e 5.7.13.
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.12 Estudo de sensibilidade para a espessura da chapa}}}\]
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.13 Estudo de sensibilidade para o diâmetro do parafuso}}}\]
Exemplo de referência
Dados de entrada
- Aço S450
Pilar
- I laminado
- h = 390mm
- b = 350mm
- tf = 20mm
- tw = 12mm
- r = 27mm
Enrijecedores do pilar
- ts = 16mm
Viga
- I laminado
- hb = 340mm
- bb = 350mm
- tf = 20mm
- tw = 12mm
- r = 27mm
Placa de extremidade
- tp = 20mm
- bp = 350mm
- hp= 540mm
Parafusos
- 4 filas x 4 x M16 8.8
- Distâncias e1 = 50 mm, p1 = 120 mm, p2 = 100mm, e2= 50mm, w1 = 75mm, w2 = 100mm
Soldaduras
- aw = 7mm
Resultados
- Resistência de cálculo FRd = 247 kN
- Os componentes críticos são os parafusos com forças aumentadas pela força de alavanca da placa de extremidade
\[ \textsf{\textit{\footnotesize{Fig. 5.7.14 Exemplo de referência}}}\]